Fandango do Paraná: 2012

FANDANGO PARANAENSE

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!


 DESEJAMOS A TODOS QUE FREQUENTARAM O BLOG EM 2012 QUE O ANO DE 2013 SEJA REPLETO DE FELICIDADES!
(já que afinal de contas o mundo não acabou como previram os maias!)
UM FELIZ NATAL A TODOS COM A BENÇÃO DE DEUS!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

JOSÉ SQUENINE E PEDRO MIRANDA

Uma pequena e respeitosa homenagem ao passamento (falecimento) do mestre de fandango, Sr. Zé Squenine, neste triste dezembro de 2012.

Publicado por Carlos Augusto Cornelsen (Pakho)
 

JOSÉ SQUENINE FALANDO SOBRE O FANDANGO EMSUPERAGUI

Seu José Squenine (in memorium) fala sobre o fandango em Superagui

CHAMARRITA

O fandango Deus deixou, O fandango Deus deixou, pro regalo da pobreza
O fandango Deus deixou ai, ai pro regalo da pobreza.


Pro regalo da pobreza, quando ele vai no fandango, quando ele vai no fandango
Não se alembra da riqueza ai, ai não se alembra da riqueza.


Quando eu pego na viola, quando eu pego na viola, meu dedo se determina
Quando eu pego na viola ai, ai meu dedo se determina.


Meu dedo se determina, eu bulo na corda grossa, eu bulo na corda grossa
Eu bulo na corda grossa, arrespondo na corda fina.


Vamos dar a despedida, vamos dar a despedida, meu camarada irmão
Vamos dar a despedida ai, meu camarada irmão ai.


Meu camarada irmão, por ti eu darei a vida, por ti eu darei a vida
Por ti eu darei a vida ai, por outro darei ou não, ai.

CHAMARRITA

A viola não é minha, minha querendo será
A viola não é minha, minha querendo será


Se o dono quiser vender ai, meu dinheiro pagará
Se o dono quiser vender ai, ai meu dinheiro pagará


Eu toco minha viola, vóis tocar vossa rabeca
Eu toco minha viola, vóis tocar vossa rabeca


As moças que estão dançando, não são moças são bonecas
As moças que estão dançando, não são moças são bonecas


O meu pai não me deu mestre, minha mãe não me ensinou
O meu pai não me deu mestre, minha mãe não me ensinou


Não sei por que eu puxei ai, violeiro e cantador
Não sei por que eu puxei ai, violeiro e cantador ai


Vamos dar a despedida com dor no meu coração
Vamos dar a despedida com dor no meu coração


Como é bonito de ver ai, esse povo no salão ai
Como é bonito de ver ai, esse povo no salão ai

DOMDOM

Eu aqui cós camarada, vem cá, vem cá
Nós junto sempre cantamo, vem cá, vem cá

Vem cá morena, to te chamando
Se queres o meu amor, vem cá, vem cá

Viva o cravo e viva a rosa, vem cá, vem cá
Que nós hoje se ajuntamo, vem cá, vem cá

Vem cá morena, to te chamando
Se queres o meu amor, vem cá, vem cá

Abaixai-vos limoeiro, vem cá, vem cá
Que eu quero quatro limão, vem cá, vem cá

Vem cá morena, to te chamando
Se queres o meu amor, vem cá, vem cá

Eu quero te dar uma rosa, vem cá, vem cá
Que tenho no coração, vem cá, vem cá

Vem cá morena, to te chamando
Se queres o meu amor, vem cá, vem cá

Vamos dar a despedida, vem cá, vem cá
Cuitelinho do jardim, vem cá, vem cá

Vem cá morena, to te chamando
Se queres o meu amor, vem cá, vem cá

Foi ele que me ensinou, vem cá, vem cá
Eu me despedir assim, vem cá, vem cá

Vem cá morena, to te chamando
Se queres o meu amor, vem cá, vem cá

DOMDOM

Eu quero bem à viola, lai, lai

Dentro do meu coração, lai, lai, Lai, ô, laí, ri, lai, lai

Porquê ela me acompanha, lai, lai

Na minha vadiação, lai, lai, Lai, ô, laí, ri, lai, lai

Eu tenho meu pé de rosa, que embaralha com o vento

Todo passarinho passa, só meu bem primeiramente

Namoro não é desprezo, lai, lai

É o prazer de tanta gente, lai, lai, Lai, ô, laí, ri, lai, lai

Vamos cantar mais um verso, lai, lai

Pra depois nos despedir, lai, lai, Lai, ô, laí, ri, lai, lai

Foi sina que Deus nos deu, lai, lai

Isso queremos cumprir, lai, lai, Lai, ô, laí, ri, lai, lai

Eu tenho meu pé de rosa, que embaralha com o vento

Todo passarinho passa, só meu bem primeiramente

Namoro não é desprezo, lai, lai

É o prazer de tanta gente, lai, lai, Lai, ô, laí, ri, lai, lai

Meu camarada irmão, lai, lai

Despedida vamos dar, lai, lai, Lai, ô, laí, ri, lai, lai

Vamos acabar essa moda, lai, lai

Pra n´outra continuar, lai, lai, Lai, ô, laí, ri, lai, lai

Eu tenho meu pé de rosa, que embaralha com o vento

Todo passarinho passa, só meu bem primeiramente

Namoro não é desprezo, lai, lai

É o prazer de tanta gente, lai, lai, Lai, ô, laí, ri, lai, lai

MARINHEIRO

Vou me embora, vou me embora
Corrê a costa do mar, marinheiro me leva
Se eu for vivo eu voltarei, Se a morte não me levar,, marinheiro me leva


Marinheiro me leva, para o barco de guerra,
Quero ver a açucena, que é de cravo e canela
Açucena é bonita, que é de lá de outra terra


Tão longe do meu amor, não posso falar com ela, marinheiro me leva
Estão pronto vão andando, O que é que tão fazendo, marinheiro me leva
O tempo ta se passando, O amor que ta se perdendo, marinheiro me leva


Marinheiro me leva, para o barco de guerra,
Quero ver a açucena, que é de cravo e canela
Açucena é bonito, que é de lá de outra terra
Tão longe do meu amor, não posso falar com ela, marinheiro me leva

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

26.000 VISITAS

Chegamos em 26.000 visitas com uma grande tristeza pela perda do seu José Squenine. Mas a vida segue e no céu vai ter fandango mais uma vez!
Obrigado a todos pelos acessos e Fique com Deus Tio Zé!

domingo, 9 de dezembro de 2012

FALECEU JOSÉ SQUENINE - FANDANGUEIRO DE SUPERAGUI


Foto Daniel Caron
Faleceu hoje o seu José Squenine. Descendente de Willian Michaud, era fandangueiro na ilha de Superagui.
Seu Zé animava os bailes de fandango no Akdov com seu jeito irreverente e crítico. Alegre e contador de histórias me ensinou muito sobre o fandango.
Quando comecei a aprender viola não conseguia entender direito os acordes. Depois de um tempo que o tio Zé me disse: "você não pode tirar o dedo daqui nunca!" e aí esclareceu o mistério do acorde.
José Squenine vai deixar muitas saudades a todos que frequentavam Superagui, o bar Akdov, seus amigos e familiares.
Fique com Deus tio Zé!

Uma de suas modas de fandango, o Boi Bandido:


BOI BANDIDO
Dondom
José Squenine – Barra do Superagui/PR
 
Fui fazer minha caçada
Que já tinha prometido
Não convidei mais ninguém
Só convidei meus amigos.
Quando cheguei lá no porto
O sol já tinha saído
Só pensei comigo mesmo
A caçada está perdida.
 
Fui entrando mato adentro
A procura do inimigo
Quando eu ia caminhando
Só escutei um rugido
Pedi pra Nossa Senhora
Nos livrai desse perigo.

Numa curva do caminho
Avistei o inimigo
Peguei na minha espingarda
O tiro já tinha saído
No outro lado do rio
O monstro estava caído
Vou falar pra todo mundo
Já matei o boi bandido.

Foto Marcos Flavio Malucelli



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

REGRAS DO BAILE DE FANDANGO

Aprender a dança caiçara não é tarefa difícil, mas é preciso conhecer alguns costumes para não cometer nenhuma gafe no salão:

O relógio marca 22 horas e os músicos já estão a postos. Com a viola na mão, o mestre fandangueiro Nemésio Costa avisa: “O baile vai começar e a festança só acaba às 4 horas da matina”. Em volta do tablado – de tábuas largas e flexíveis para ressaltar a sonoridade das batidas do tamanco –, montado no centro do Mercado do Café, em Paranaguá, a disputa das damas pelo melhor lugar nas poucas mesas disponíveis é grande. Afinal, quanto mais próximas da pista, maior é a chance de serem convidadas a dançar uma moda.
Elas vão chegando aos poucos, acompanhadas de seus esposos e namorados ou, na maioria das vezes, de amigas fandangueiras. A produção é feita com esmero: vestidos de festa, maquiagem impecável e perfume no ar. Os cavalheiros não ficam atrás e também capricham no traje para impressionar o público feminino. A vestimenta, contudo, é apenas um mero detalhe neste cenário, onde o importante é ter um bom bailado. 

O convite
No baile de fandango do Mercado do Café, as damas são maioria. Sentadas nas mesinhas, elas abanam seus leques e aguardam um convite para dançar, enquanto os homens vão fazendo suas escolhas. Figuras já conhecidas, José Cardoso, o Zequinha, de 75 anos, Seme Balduino, de 68 anos, e Claro Gonçalves de Oliveira, de 76 anos, não arredam o pé do tablado nem durante o intervalo entre uma moda e outra. Quando uma música para, já retornam ao centro da pista e voltam os olhos para as mesinhas, em busca da próxima companheira para bailar.
Muitas vezes o convite é feito de forma tão discreta que chega a ser imperceptível. Basta um olhar, um gesto rápido com a mão ou um sinal com a cabeça para a senhora se aproximar. Antigamente, um convite recusado significava, para a dama, passar o restante da noite na cadeira: caso fizesse uma desfeita a um cavalheiro e aceitasse ir para a pista com outro, a briga era certa. Hoje, mesmo sem a imposição, dificilmente uma dança é recusada.
Convite feito e aceito, o tablado vazio vai se enchendo de pares rapidamente. Quando duas mulheres são avistadas dançando juntas é sinal de que está faltando homens de atitude no baile. Ou ainda, de que os cavalheiros estão deixando a desejar, brincam os fandangueiros experientes. A tradição manda que, rapidamente, dois homens subam ao tablado e tirem cada uma das damas para a dança. Convidar apenas uma delas seria uma grande grosseria, dizem os frequentadores. 

Cortejo
Um cavalheiro interessado em cortejar uma dama no baile deve, em sinal de respeito, tirar para dançar primeiro a mãe da moça, caso ela esteja no salão. Mas, se a avó (ou até a bisavó) da garota também estiver no baile, elas têm prioridade nos primeiros passos. Isso vale também para quem chega pela primeira vez em um baile de fandango. Um homem respeitador convida, primeiramente, a senhora de mais idade do salão para a primeira moda.
Outra tradição fandangueira levada a sério é a de que no baile não se beija. Discrição é palavra de ordem. Se a dama tiver interesse pelo cavalheiro, e ambos forem desimpedidos, ela pode demonstrar isso com um aperto na mão do companheiro durante a dança. Se for correspondida, o encontro pode ser combinado, mas só após o final da festa, já que ninguém quer largar o baile no meio.

 

QUER CONHECER O FANDANGO, MAS NÃO SABE ONDE TEM?

Se você não conhece o fandango caiçara e tem vontade de conhecer, em Paranaguá existem vários lugares onde os fandangueiros se encontram para apresentações ou violadas:

Mercado do Café
No pátio do mercado ocorre um baile a cada primeiro sábado do mês, a partir das 22 horas.
Endereço: Rua General Carneiro, s/nº. Centro Histórico.
Informações: (41) 3420-2936 e (41) 3420-2929. Entrada franca.

Clube do Mangue Seco (Bar do Pedro)
Local de ensaio e bailes, organizado pelo grupo Pés de Ouro.
Endereço: Rua 21, s/nº, Vila Bela, Ilha dos Valadares.
Informações: (41) 3425-5699.

Bar dos Artistas
Do rabequista Pedro Pereira, algumas “violadas” são organizadas nos finais de semana.
Endereço: Rua 33, s/nº, Campo do Canarinho, Ilha dos Valadares.
Informações: (41) 3424-3488.

Bar do Arnoldo
 Pertence ao violeiro Arnoldo Costa, que organiza algumas festas nos finais de semana.
Endereço: Rua 32, s/nº, Vila Bela, Ilha dos Valadares.
Informações: (41) 9198-9104 .

Casa do Fandango
 A casa foi inaugurada em 2003 pelo Mestre Eugênio dos Santos, violeiro falecido no final de 2011.
Endereço: Rua 28, s/nº, Sete de Setembro, Ilha dos Valadares.
Informações: (41) 9137-3752.

Casa de Romão Costa
Local de ensaio do grupo folclórico Mestre Romão.
Endereço: Rua 28, nº 1571, Sete de Setembro, Ilha dos Valadares.
Informações: (41) 3423-2504.

Casa de Waldemar e Benedita Cordeiro
Local de ensaio do Grupo Valadares Mestre Basílio.
Endereço: Rua 26, s/nº, Sete de Setembro, Ilha dos Valadares.
Informações: (41) 3425-5584.

Associação de Cultura Popular Mandicuera
Local de oficinas e ensaios.
Endereço: Rua 49, nº 100 (fundos), Sete de Setembro, Ilha dos Valadares.
Informações: (41) 9125-1385.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

UMA GRANDE VITÓRIA PARA O FANDANGO CAIÇARA!

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em sua última reunião do ano, aprovou nesta quinta-feira (29) as propostas de registro do Fandango Caiçara (baile popular, especialmente rural, ao som de viola ou sanfona, com danças de roda e sapateadas, alternadas por estrofes cantadas), do litoral de São Paulo e do Paraná e do tombamento da Ponte Ferroviária Eurico Gaspar Dutra, em Corumbá (MS) e da Ponte Pênsil Affonso Penna, em Itumbiara (GO). A reunião ocorreu no Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro, sob a coordenação da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado.

Uma grande vitória para o nosso fandango.

Entrega do pedido de registro do Fandango Caiçara como Patrimônio Cultural
 


Reunião do Conselho do IPHAN que definiu o Fandango Caiçara como Patrimônio Imaterial Brasileiro, no livro das Formas de Expressão - Rio de Janeiro, 29 de novembro de 2012.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

REGISTRO DO FANDANGO COMO PATRIMÔNIO BRASILEIRO


Conselho Consultivo avalia Registro do Fandango Caiçara como Patrimônio Cultural

Festas, trabalhos e a natureza são alguns dos temas que viram cantigas na tradição cultural comum no litoral de São Paulo e do Paraná

Trabalho e divertimento, música e dança, saberes e fazeres. Essas são algumas das características marcantes do Fandango Caiçara, uma expressão musical-coreográfica- poética e festiva encontrada, principalmente, nos municípios de Iguape e Cananéia, em São Paulo, e Guaraqueçaba, Paranaguá e Morretes, no Paraná, estendendo-se a pequenos trechos dos municípios de Paruíbe e Ilha Comprida, também em São Paulo.
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural estará reunido no próximo dia 29 de novembro, no edifício Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, onde, entre
outros temas, avaliará a proposta de registro do Fandango Caiçara como Patrimônio Cultural do Brasil, a ser protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O fandango é um elemento fundamental para a construção e afirmação da identidade cultural das comunidades caiçaras, que fortalece a articulação, resistência da identidade, e manutenção de suas práticas culturais. O pedido de reconhecimento e registro feito pelas associações Fandangueiros do Município de Guaraqueçaba, de Cultura Popular Mandicuéra, dos Jovens da Juréia, dos Fandangueiros de Cananéia, Cultural Caburé, e Rede Cananéia; além dos institutos Silo Cultural e de Pesquisa Cananéia foi apresentado ao Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI-IPHAN), por meio do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP).

As Cantigas - versos improvisados ou de repertórios tradicionais - são criadas pelos fandangueiros, que também recriam as letras de acordo com acontecimentos cotidianos (trabalho, bailes, brigas, natureza, além de eventos históricos). O fandango classifica-se em batido (os dançantes usam tamancos e precisam ser preparados, devido à complexidade e variações dos passos) e bailado ou valsado (os pares se mantêm em roda e todos participam, sem coreografia específica). Muitas vezes um homem é o mestre ou puxador, seu tamanqueado é uma referência para os demais batedores. O fandango está ligado à organização do trabalho coletivo (mutirão), onde o dono da terra a ser trabalhada convoca a comunidade para auxiliá-lo. Vizinhos e
camaradas se reúnem para ajudar a erguer uma casa, varar uma canoa, fazer lanço de tainha, ou durante os preparativos para um casamento. Recebem como recompensa
um fandango, além de comida farta e aguardente.

As comunidades caiçaras comemoram, com fandango, os aniversários, casamentos, batizados, a Festa de São Pedro, romarias do Divino, e a louvação a São Gonçalo feita na abertura do fandango como pagamento de promessas. Os bailes são acompanhados de mesas fartas (pratos à base de peixe, mariscos, farinha de mandioca e de milho, carne de caça, doces, cachaças curtidas em ervas ou com melado). Nesse momento, a comunidade atualiza as notícias e reforça as relações de parentesco, a convivência entre tocadores, dançadores e a comunidade mantém a memória e a prática das diferentes músicas e danças, e a continuidade do conhecimento musical em torno do fandango e sua evolução.

Por meio do fandango, todo um sistema cultural se produz e reproduz, com diversas formas de execução de instrumentos musicais (viola, rabeca, adufo, violão e

cavaquinho, além de instrumentos de percussão), melodias, versos e coreografias. A viola de fandango ou fandangueira é feita com madeiras da região e pode ser construída através de dois processos: em fôrma ou cavoucada. Possui um variado número de cordas, cinco, seis, sete ou dez, além de uma corda mais curta, chamada
de turina, cantadeira ou piriquita, que dá o tom da voz do violeiro. As afinações podem ser de três tipos: pelas três, pelo meio ou intaivada (derivada de oitavada).

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Também está na pauta da reunião do Conselho Consultivo em Brasília a proposta de tombamento da Ponte Pênsil Affonso Penna, em Itumbiara – GO, e da Ponte Eurico
Gaspar Dutra, em Corumbá – MS.. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, presidido pela presidenta do IPHAN, Jurema Machado, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22
conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade
Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.

Serviço:
Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural Data: 29 de novembro de 2012, de 10h às 18h
Local: Salão Portinari – Edifício Palácio Gustavo Capanema Rua da Imprensa, 16 – Centro
Rio de Janeiro – RJ

Mais informações para a imprensa: Assessoria de Comunicação IPHAN comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477
Chico Cereto – chicocereto@gmail.com
(21) 2233-6334 / 9127-7387
www.iphan.gov.br
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

FANDANGO NO MERCADO DO CAFÉ

No dia 10/11 aconteceu o baile de fandango com os grupos de Mestre Basílio e Pé de Ouro no mercado do café em Paranaguá. Um baile muito animado que contou com a presença de parnanguaras e turistas, e a nimação que ficou por conta dos fandangueiros não tem palavras. Foi simplesmente ótimo. Até o próximo.


REGISTRO DO FANDANGO CAIÇARA COMO PATRIMÔNIO BRASILEIRO


Por 

Joana Ramalho Ortigão Corrêa

(facebook)


Atenção, pessoal, chegou a hora! Dia 29 de novembro, às 9h, no Palácio Gustavo Capanema (Rio de Janeiro), será realizada a reunião do Conselho do Patrimônio do IPHAN que, dentre outras pautas, definirá a inclusão do Fandango Caiçara na Lista de Bens do Patrimônio Brasileiro.

A reunião é pública, portanto, todos aqueles que tiverem interesse em participar podem comparecer.

O pedido de registro foi encaminhado ao IPHAN em 2008 durante o II Encontro de Fandango e Cultura Caiçara, em Guaraqueçaba (PR), e contou com mais de 400 assinaturas de músicos, dançadores e parceiros da rede fandangueira. Entre 2010 e 2011, a pedido IPHAN, foi feito um extenso inventário de forma colaborativa com textos e registros fotográficos, sonoros e audiovisuais.

Esperamos que as comunidades caiçaras recebam esse merecido reconhecimento e e que tal título venha fortalecer a luta em prol da vitalidade de suas práticas e da garantia do direito ao uso de seus territórios.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

25.000 VISITAS


Chegamos na marca de 25.000 visitas no blog, com uma média de 1.000 acessos no mes.
Obrigado a todos que visitam o blog. A cultura do litoral agradece!

FANDANGO NO MANGUE SECO


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

BOLINHO DE RAIA


Ingredientes:

300 g de Arraia dessalgado e desfiado
3 xícara chá de batatas cozidas e espremidas
1 colher sopa de farinha de trigo
Sal e pimenta-do-reino a gosto
3 ovos
2 colheres sopa de cheiro verde picado
Óleo para fritar

Modo de preparo:

1 - Salgue a arraia com sal grosso, deixe exposta por alguns dias
2 - Dessalgue a arraia, desfie e misture bem todos os ingredientes
3 - com uma colher de sopa, pegue porções da massa e frite em óleo bem quente até dourar

RECEITA DO BARREADO


Barreado para 10 pessoas:

Ingredientes:  
05  kg de Carne
1 ½ kg de Cebola            
200 gr. de Bacon
100 gr. de Sal
20  gr. de Cominho
50  gr. de Alho
05  gr. de Pimenta do reino
03  litros. de Água

*Farinhas de mandioca e de trigo, para Barrear (vedar) a tampa da panela.
500 gr. de Farinha de Mandioca
100 gr. de Farinha de Trigo

Modo de Preparo
1.Corta-se a Carne em forma de Cubo com média de 5 cm, sendo o mesmo com o Bacon, com média de 1 cm.
2.Bate-se no liquidificador : Cebola e Alho, com 1 lt de água.
3.Adicionar todos os ingredientes em uma panela: Carne, Cebola, Bacon, Sal, Cominho, Alho, Pimenta e Água.
4.Barrear (vedar) a tampa: Adicionar em um recipiente  Farinha de Mandioca, Farinha de Trigo e um pouco de água, misture, amasse com as mãos, até obter uma pasta. Barrear a tampa espalhando a massa com as mãos molhadas  deixando-a totalmente Barreada.
5.Após este preparo deixar o recipiente em Fogo Alto, até obter a fervura, chegando a este ponto Baixar o Fogo e aguardar em cerca de 8 horas estando em seu ponto ideal.

Acompanhamento:
Farinha de Mandioca
Banana
Arroz Branco     

Responsável pela Receita: Chefe de Cozinha, Restaurante Madalozo/Morretes Silvia Cardoso Rigloski

Dicas para tornar o Barreado mais saboroso:
1. Para preparar o prato com o Barreado e o seu pirão com a farinha de mandioca ele deve estar preferencialmente fervendo;
2. Acrescentar após preparar o prato algumas gotas de pimenta malagueta;
3. Recomenda-se saborear o barreado acompanhado de uma cachaça fina preferencialmente Morretense, cerveja ou vinho;
4.Para seguir os nossos antepassados, servir em panelas e cumbucas de barro.

Fonte: Restaurante Madalozo - Morretes/PR

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

24.000 VISITAS!


Chegamos a 24.000 visitas no blog. Contando uma média de 1.000 visitas mensais de pessoas simpatizantes da cultura e do fandango do litoral do Paraná.
O Blog agradece a visita de todos e pede:
VOLTEM SEMPRE!
PRESTIGIEM A CULTURA CABOCLA E CAIÇARA
Fiquem a vontade para comentar e pedir informações ou dar sugestões!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ZÉ MUNIZ - HISTORIADOR, PESQUISADOR E FANDANGUEIRO

Zé Muniz
José
José Carlos Muniz, conhecido como Zé Muniz, nasceu na cidade de Guaraqueçaba no dia 29 de dezembro de 1982. É filho de José Hipólito Muniz e Maria Aparecida Pires Muniz.
É graduado em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá – FAFIPAR.
 
Como formação complementar, possui:
Extensão universitária em Educação Patrimonial pela UFPR,
Extensão universitária em História da Arte pela FAFIPAR,
Gestão e Documentação de Acervos/MINC/IPHAN/SEEC PR, Ação Educativa em Museu – UFPR, Construção de instrumentos musicais – SEEC/GOV PR,
Capacitação para Operação Verão – SEMA/IAP,
Oficina de Idéias e projetos Culturais – Associação Caburé/Museu Vivo do Fandango
Monitor Ambiental – IPG/Guaraqueçaba
Confecção de Rabeca e Cavaquinho – Assoc. Artesãos de Guaraqueçaba
Qualidade no atendimento ao cliente – Fundação O Boticário/UNILIVRE/SEBRAE

Zé Muniz é professor no Colégio Estadual Marcílio Dias em Guaraqueçaba, é coordenador, pesquisador e fandangueiro do Grupo Fandanguará, é colaborador da Casa do Fandango de Guaraqueçaba, é ator bonequeiro e pesquisador do Grupo Fâmulos de Bonifrates.
Mamulengo Fâmulo de Bonifrates
Fez consultoria voluntária no Projeto Sobre-Posição Caiçara, foi monitor de exposição da Universidade Federal do Paraná – MAE, estagiário da Fundação de Turismo Nelson de Freitas Barbosa – FUMTUR PGUÁ, fez estágio no Instituto Ambiental do Paraná – IAP, é sócio-fundador da Associação dos Fandangueiros de Guaraqueçaba e participou de muitos outros projetos.

Alguns prêmios e títulos:

2010- 4º Premio de Teatro Miryam Muniz (com o Grupo Mundareu - Ctba), MINC Ministerio da Cultura - FUNARTE - Governo Federal

2007 -  Estagiário de Qualidade, FUMTUR Fundação de Turismo de Paranaguá / Prefeitura Municipal de Paranaguá

2007 - Prêmio Culturas Populares 2007 - Mestre Duda 100 Anos de Frevo (Grupo Fâmulos de Bonifrates), Ministério da Cultura - Governo Federal

2001 - Campeão do III FAEP Festival de Arte Estudantil de Paranaguá / Grupo Fâmulos de Bonifrates, Núcleo Regional de Educação de Paranaguá

1997 - Campeão Paranaense de Teatro (Ambiental/Amador) / Grupo Pirão do Mesmo, Secretaria de Estado de Meio Ambiente

Possui artigos em jornais e revistas e três livros publicados e é responsável pelo blog Informativo Juvenil Nosso Pixirum, cujo link encontra-se em Links Culturais aqui no blog.

Enfim, Zé Muniz é mais uma pessoa importante para a nossa cultura caiçara, para o nosso fandango e para a nossa história. Um profundo conhecedor e historiador da cultura caiçara.

Muita Pazzzzz Zé Muniz!


domingo, 30 de setembro de 2012

MAIS DE 23000 VISITAS!


A partir deste mes faremos entrevistas com os fandangueiros do litoral paranaense. Vocês conhecerão sua história, os mutirões e pixirões, as localidades onde moram com vídeos e textos.

Se tudo correr bem, neste mes de outubro começa a funcionar a Associação Cultural Mestre Martinho em Morretes que irá realizar vários projetos que beneficiarão os jovens e adolescentes.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

22.000 VISITAS!

CHEGAMOS EM 22.000 VISITAS!

OBRIGADO A TODOS QUE ACESSAM O BLOG E QUE GOSTAM DO FANDANGO CAIÇARA, A MAIOR TRADIÇÃO DO NOSSO LITORAL!

Sei que isso não tem nada a ver com a nossa cultura, mas pela oportunidade de ótimos produtos e preços resolvi publicar. Prometo que é a primeira e última vez! Notem que os telefones são os meus.

E vem mais notícias sobre o fandango ainda nessa semana!

domingo, 29 de julho de 2012

21.000 VISITAS! OBRIGADO.

SÓ PARA INFORMAR:


OBRIGADO A TODOS QUE VISITAM O BLOG!

terça-feira, 17 de julho de 2012

FANDANGO NO FESTIVAL DE INVERNO DE ANONINA

Algumas fotos do baile de fandango que aconteceu durante o Festival de Inverno de Antonina no dia 14/07/2012 com animação do grupo Mandicuera da Ilha dos Valadares de Paranaguá. Um baile bem animado, cheio de gente animada, e o grupo Mandicuera fazendo o seu papel que é mostrar a nossa cultura litorânea para todos.













sábado, 30 de junho de 2012

FOTOS FESTA JUNINA DO MANGUE SECO

Algumas fotos da festa junina do Club Mangue Seco na Ilha dos Valadares. Baile de Fandango com animação do grupo de mestre Brasílio.







quinta-feira, 28 de junho de 2012

NOS PASSOS DO FANDANGO

Resultado da Residência Criativa de Iguape erm 2010 e VII Revelando São Paulo - Vale do Ribeira
entre 02/junho e 06/junho de 2010.

IPHAN ABRE PRAZO PARA MANIFESTAÇÃO SOBRE O FANDANGO CAIÇARA

26/06/2012
O Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, dia 25 de junho, publicou a abertura de prazo que qualquer pessoa apresente sua manifestação a respeito da proposta de Registro do Fandango Caiçara com Patrimônio Cultural Brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O pedido de reconhecimento foi apresentado pelos seguintes institutos: Associação de Fandangueiros do Município de Guraqueçaba, Associação de Cultura Popular de Mandicuéra, Associação Cultural Caburé, Associação dos Jovens da Juréia, Associação Rede Cananéia, Instituto de Pesquisa Cananéia, Associação dos Fandangueiros de Cananéia e Instituto Silo Cultural. O pedido de registro também tem o apoio de toda a comunidade.

De acordo com o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/IPHAN), que o Fandango Caiçara é uma expressão musical, coreográfica e poética presente no litoral sul de São Paulo e do norte do Paraná. Sua estrutura é bastante complexa e reúne práticas que vão além da dança, envolvendo também  o trabalho, o divertimento, a religiosidade, a música, prestígios e rivalidades, saberes e fazeres. Nos bailes se estabelecem relações de trocas e diálogos entre gerações, intercâmbio de instrumentos, afinações, modas e passos, com o objetivo de manter a memória e a prática das diferentes músicas e danças.

O Fandango Caiçara se classifica em batido e bailado valsado, com algumas diferenças nos instrumentos utilizados, estrutura musical, versos e toques. Essa é uma forma de expressão profundamente enraizada nas comunidades caiçaras que contribui para a reiteração de sua identidade cultural, determinando padrões de sociabilidade.
Com o trabalho de instrução do processo sobre o Fandango Caiçara, o DPI/IPHAN encontrou elementos que justificam a indicação para sua inscrição no Livro de Registro de Formas de Expressão. As manifestações a respeito da proteção desse bem cultural devem ser feitas por carta, no prazo de 30 dias a contar da publicação, para a presidência do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. O endereço é SEPS Quadra 7/3/913 – Bloco D – 5º andar – Brasília-DF. CEP 70.390-135.
Publicação no Diário oficial ( Clique na imagem para aumentar)

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terça-feira, 26 de junho de 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

ASSOCIAÇÃO CULTURAL MESTRE MARTINHO

Está sendo criada em Morretes a Associação Cultural Mestre Martinho, que incentivará nos jovens a cultura local e regional como o fandango, a dança do pau de fita e oficinas diversas.

A preservação da memória histórica e cultural das tradições musicais regionais, a divulgação da música, do folclore, da cultura e artes em geral, bem como o fomento e a realização de atividades de cunho artístico-culturais, mediante ensino, pesquisa, oficinas, produção de espetáculos, geração e disseminação da produção de bens, atividades e serviços artístico-culturais e sociais, incentivando o desenvolvimento integrado e responsável da região, bem como o aprendizado musical e cultural local e regional em seus múltiplos aspectos e vocações é a finalidade da ACMM.

O nome da associação surgiu como uma forma de homenagear o grande mestre fandangueiro de Morretes, seu Martinho dos Santos. 

Os interessados em participar da assembléia geral para aprovação do Estatuto e eleição da diretoria favor enviar email para: mestremartinho@oi.com.br

Visite o blog da asssociação:

http://acmestremartinho.blogspot.com





sábado, 19 de maio de 2012

BAR AKDOV - SUPERAGUI


Akdov, o bar, é a terceira empreitada comercial de Laurentino, caiçara nascido lá pros lados de Rio dos Patos. A comunidade que fica lá no interior do parque já teve até campo de futebol e igreja, mas hoje está desaparecendo.

Antes do bar ele teve mercearia. Duas vezes quebrou. Diz que dinheiro na ilha só circula no verão – quando turismo e pesca estão em alta. No restante do ano a turma se vira como pode...

Com o Akdov ele acertou a mão. O espaço é rústico, mas não falta nada. Estão lá a alegria, a conversa fiada, a roda de fandango, um ou outro cachorro fugindo do sol e muita cataia.

Há mais de 20 anos na ativa, o Akdov já virou referência entre os fandangueiros do litoral. O nome foi inspirado por uma vodka. “Quando vi uma garrafa dessa tal de Akdov... Na primeira vez eu já gostei. Aí disse pra mim mesmo que se tivesse bar ia chamar Akdov”.

Hoje vem gente de toda parte para curtir o fandango do botequim caiçara e o lugar virou referência também para os fandangueiros. "Aqui é rustico, é é assim que a turma gosta".
Pedro MIranda, Antonio Leotério (in memorium) e Laurentino - Foto Daniel Caron

 TEXTO DE DANIEL CARON